ALEXANDRE
ANGELOTTI
POR DÉBORA PASSOS E VIVIANE HIRDES
Fale
um pouco sobre você: nome, idade, de onde você
é e profissão.
Meu nome é Alexandre Crepani Angelotti, tenho 25
anos, sou natural de São Paulo e formado em Educação
Física e trabalho na Academia 4X1.
Quando
e como despertou seu interesse pela natação?
Comecei
a nadar com 6 anos de idade, e meu interesse pela natação
veio pela influência de amigos que praticavam e de primos
também.
Como
é o seu treino? Conte-nos sobre as horas de dedicação
e se faz outro tipo de exercício complementar, como,
musculação, corrida, borracha.
Bem,
hoje estou treinando 2 períodos por dia. Na parte da
manhã faço musculação e um treino
mais nadado, ou seja, com séries mais longas e intensidade
baixa; e no período da tarde o treino é mais
específico, com séries mais fortes. Ao total
são 5 a 6 horas por dia. Como treino complementar faço
musculação e alongamento.
Você
tem suporte de médico, fisioterapeuta, nutricionista,
técnico, etc?
Hoje
só conto com técnico que é o professor
Heliani Rinaldi (Nenê).
E
a sua nutrição, como é?Você tem
dieta especial ou toma suplementos alimentares?
Neste
semestre que passou não segui nenhuma dieta e nem tomei
suplementos. Já no próximo semestre pretendo
ter um acompanhamento neste sentido.
Como
é que você lida com deslizes, i.e., você
se cobra muito quando não cumpre a risca os treinos
ou se dá ao luxo de uma farra gastronômica?
Acho
que deslizes acontecem na vida de qualquer pessoa, não
é todo dia que você está disposto a acordar
e treinar. Parece fácil treinar, mas às vezes
você não está no seu melhor dia, lógico
que quando tem uma série e não consigo fazê-la
fico chateado, mas tento ficar calmo e pensar que tenho muitos
outros treinos para recuperar.
Quais
os seus melhores resultados no Brasil e no Exterior?
No
Troféu Brasil, entre 1992 a 1997, fui 2 vezes campeão
dos 400m medley e vice dos 1500m livre. Em campeonatos Sul-Americanos
fui: campeão nos 1500m livre em 1993 e nos 800m livre
em 1998; vice-campeão dos 1500m livre em 1994 e terceiro
em 1996; e terceiro colocado nos 400m medley em 2000. Nos
Jogos Pan-Americanos de 1995, fui quarto lugar nos 1500m livre
e, no mesmo ano, no mundial de piscina curta, fiquei em oitavo
lugar também nos 1500m livre.
Como
despertou o interesse em nadar master?
Fui
convidado pelo Nenê para nadar uma competição,
gostei e estou nadando.
Você
vê alguma diferença entre nadar campeonatos masters
e os outros?
Vejo
diferença sim! No master o pessoal é mais descontraído
e não me passa nenhuma pressão, já nos
outros campeonatos me sinto pressionado, o clima parece ser
mais de rivalidade.
Como
você concilia o treino com as outras atividades?
Bom...Hoje
estou treinando e trabalho com a equipe master da 4X1. Dou
treino à noite, junto com o professor Robson, então
se preciso faltar no trabalho por causa da natação,
o Nenê entende, afinal ele é meu técnico.
O resto tento dar um jeito, mas sempre sobra um tempo para
mim.
Como
as pessoas que te cercam encaram a falta de disponibilidade,
provocada pelos treinos e viagens para competições?
Entendem,
meus pais me apoiaram desde que comecei, meus amigos estão
sempre me dando força e minha namorada nada também,
então é natural que todos me apoiem.
Qual
o incentivo que você daria para um nadador master?
O
incentivo que eu daria seria o seguinte: que todos tenham
uma meta e lutem para alcançá-la, pois sem um
objetivo não tem porque de você fazer as coisas.
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